BENS DE RAIZ
RAÍZES DO BRASIL.
EDITORA MARTINS FONTES RELANÇA REFERENCIAIS DA LITERATURA NACIONAL.
Nas prateleiras das livrarias desde 2004, a coleção Raízes, da Martins Fontes, é prova de que ainda vale a pena investir em cultura
brasileira. São dez títulos: Abecê de folclore (Rossini Tavares de Lima), Folclore nacional (obra dividida em três volumes, de
Alceu Maynard Araújo), Folclore e mudança social na cidade de São Paulo e O Folclore em questão (ambos de Florestan Fernandes),
A ciência do folclore (Rossini Tavares de Lima), Carrancas do São Francisco (Paulo Pardal), Arquitetura popular brasileira (Günter
Weimer) e Medicina rústica (Alceu Maynard Araújo). A explicação para a preferência por esses títulos – todos encontravamse
esgotados – vem de Alexandre Martins Fontes, diretor executivo da editora: “O mercado de livros no Brasil é pequeno. Para
sobreviver, lançamos livros de autores fundamentais – não necessariamente best-sellers – que nos garantam retorno a longo prazo”.
Concebida pelo designer Marcos Lisboa, o projeto gráfico da coleção remete o leitor ao que é de raiz. Com capa em papelcartão
no avesso, dá a sensação de um produto feito pelas mãos de artesãos. Informações: www.martinsfontes.com.br
A ARTE DO ALTO SOLIMÕES.
ÍNDIOS TIKUNA SOBREVIVEM COM ARTESANATO.
Às margens do rio Solimões, no Amazonas, os Tikuna, que hoje somam 26 mil pessoas, fazem uso da tradição
do artesanato para sobreviver. Sua arte inclui a produção de colares, bolsas, redes, esculturas, pinturas
e máscaras. Nos rituais de iniciação para as meninas da tribo que têm sua primeira menstruação,
além de enfeites para as virgens, os Tikuna utilizam máscaras feitas especialmente para a ocasião. Confeccionadas
com a mesma madeira utilizada nas canoas da Amazônia, são decoradas com tinta feita
a partir da semente do urucum e cascas de árvores. Na aldeia de Bom Caminho, em Benjamin Constant,
a Associação de Mulheres Tikuna Artesãs de Bom Caminho (Amatü) é responsável por colocar no mercado
máscaras decorativas como a da foto ao lado.
Máscara do povo Tikuna, 15 cm x 10 cm, R$ 25. Amatü – Fone: (97) 3411-1071 (falar com Rosa).
PRA VELA NÃO SE APAGAR.
COMUNIDADE GRAVA CD COM SAMBAS INÉDITOS.
A origem da Comunidade Samba da Vela é quase um poema. Melhor, é digna de enredo de escola de
samba. Há seis anos, em 17 de julho, quatro jovens compositores da periferia de São Paulo, munidos de
cavaquinho, pandeiro, tamborim e muita força na voz, reuniram-se no bairro de Santo Amaro, Zona Sul
de São Paulo, para cantar seus próprios sambas. Aos poucos, mais amigos se juntaram ao grupo e a empolgação,
que durava toda a madrugada, ganhou um novo protagonista: a vela. Colocada no centro da
roda, ela funciona como um relógio – em geral, é acesa às 20h30 e dura três horas –, e dita os rumos do
encontro, daí o nome do grupo. Enquanto o pavio queima, sambas inéditos são apresentados, mas,
quando a vela apaga, o silêncio toma conta do lugar e todos encerram a mostra de sambas. A madrinha
da comunidade é ninguém menos do que a sambista Beth Carvalho. Em 2005, o selo independente Pôr
do Som selecionou 20 canções inéditas – vale destacar Pra vela não se apagar – gravadas ao vivo por 120
integrantes da comunidade. O resultado é o CD Samba da Vela. Informações: www.pordosom.com.br
BARULHINHO BOM.
MÚSICO PERNAMBUCANO LANÇA DVD PELO SELO ATRAÇÃO.
“Eu acredito na levada da zabumba, no rebolar da morena e no swing do pandeiro.” Assim começa a embolada
Eu acredito, manifesto de Jonas Epifânio dos Santos, o Escurinho, sobre seu trabalho. Homem de
vários mundos, ele consegue alinhavar os ritmos mais variados: xote, reggae, rock, forró, baião, caboclinho,
reisado, maracatu, coco de embolado, ritmos afros e tribais. Agora, essa fusão também pode ser conferida
em Escurinho, primeiro DVD do cantor (Atração/Itaú Cultural). Natural de Serra Talhada, Pernambuco, foi
criado em Catolé do Rocha, na Paraíba, cidade do amigo Chico César. Lançado em 10 de junho, Escurinho
é o resultado da gravação do show apresentado no projeto Toca Brasil. Quem quiser ter uma prévia do barulhinho
bom criado pelo artista pode baixar algumas músicas pelo site www.escurinho.mus.br.
Escurinho (Atração/ Itaú Cultural), R$ 35 (média). Informações: www.atracao.com.br |