Festival Internacional de Dança celebra a diversidade
Por Edgard Steffen
14 de março de 2010
Festival Internacional de Dança celebra a diversidade
Durante todo o mês de abril, Salvador recebe grupos e artistas do Brasil e do mundo,
Das origens do samba ao mais delicado estilo coreográfico oriental, a Bahia se prepara para mais um Vivadança. O Festival, que se realiza no Teatro Vila Velha e no Passeio Público no mês de abril, reúne, este ano, diversos artistas da Bahia, de vários estados do Brasil (RJ, CE, SP e DF) e do mundo (Espanha e Japão). A ordem é celebrar a diversidade que garantiu ao festival um lugar de destaque no cenário nacional de dança. O Vivadança é um projeto criado e realizado pelo Núcleo Viladança, no mês em que se comemora o dia internacional da dança (29 de abril), instituído pela UNESCO.
O Vivadança, que já faz parte do calendário de eventos culturais da Bahia, nesta quarta edição presta homenagem à coreógrafa alemã Pina Bausch, falecida em junho de 2009. A importante artista será tema do espetáculo IKIRU – do japonês Tadashi Endo, que apresenta também no festival a coreografia Butoh-MA. Maior semeador da dança Butoh no ocidente, Endo viveu em 2008 um bailarino no filme alemão “Cerejeiras em Flor”, indicado ao Urso de Ouro no Festival de Berlim. Atualmente, ele dirige o MAMU – Butoh Center e o MAMU Butoh Festival em Göttingen, na Alemanha.
O VIVADANÇA traz dois grupos da Espanha, um deles é MUJERES URBANAS, um coletivo de hip hop formado por cinco mulheres. O outro é a Compañía Provisional Danza, fundada e dirigida há 22 anos pela premiada coreógrafa espanhola Carmem Werner, que apresentará dois espetáculos do seu repertório no VIVADANÇA. Werner venceu o Prêmio Nacional de Dança da Espanha em 2007 e desde 1987, já se apresentou com a companhia em mais de 30 países. Um dos destaques do Vivadança é a mostra Hip Hop em Movimento. Graças ao grande sucesso de público e da qualidade das apresentações no ano passado, um final de semana inteiro do Vivadança 2010 será dedicado ao Hip Hop. Com programação gratuita, acontecerão mesas redondas, oficinas (de break dance, grafitti e DJ), shows, além da III Batalha de Break do Estado da Bahia e da apresentação do coletivo espanhol de hip hop, MUJERES URBANAS.
Miriam Bezerra, viúva de Preto Ghóez, além de participar de uma das mesas redondas, vem ao festival para lançar o livro de Ghóez “A Sociedade do Código de Barras”. Outro convidado a falar sobre o movimento é o secretário de Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, Américo Córdula, que propôs a criação do 1º Edital Prêmio Cultura Hip Hop 2010 – Edição Preto Ghóez, lançado em janeiro no Rio Grande do Sul, durante a realização do 10º Fórum Social Mundial. Com o objetivo de celebrar a dança e ao mesmo tempo difundir sua prática, o festival espera um público de cerca de nove mil pessoas. Além disso, o acesso é democratizado através de um plano de Formação de Platéia, com atividades gratuitas ou a preços populares, mobilizando públicos específicos como jovens e crianças de escola pública, totalizando 2.740 expectadores.
divulgação
Neste ano, o festival lança ainda o 1° Prêmio Vivadança, que fomenta criações coreográficas no estado da Bahia, estimulando a pesquisa e produção de novos espetáculos de dança. O projeto laureado recebrá um prêmio em dinheiro e seis pautas livres no Teatro Vila Velha. Constam ainda na programação exibições de vídeos, exposição fotográfica, instalação, oficinas e a Mostra Casa Aberta, que reunirá, em três dias, 310 artistas dos mais variados estilos coreográficos.
O Festival conta com o patrocínio da Petrobras; da CAIXA e Governo Federal (através do Edital de Festivais de Dança e Teatro); do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.
Serviços:
Contatos do Festival / Núcleo Viladança Heide Costa – 3083-4610 / 8813-0414 Joana Rizério - 3083-4610 / 9955-4017