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O Círculo de Ouro - MG
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Por Revista RAIZ.
24 de julho de 2009
Grupo Ponto de Partida estréia o novo espetáculo em Barbacena, MG.


O espetáculo ‘Circulo do Ouro” é um olhar sobre uma das grande riquezas do país, especialmente de Minas Gerais: o ouro.   “Depois de tantos anos debruçados sobre os aspectos da cultura brasileira que nos determinam e fazem de nós um povo novo, em permanente busca de identidade e perspectivas, focamos o olhar nas minas gerais. No momento em que as minas são descobertas e o ouro atrai para o sertão o maior contingente de habitantes jamais visto na colônia. A afluência de um enorme número de negros frente a uma população muito menor de brancos, a natureza do trabalho nas minas que permitia ao escravo, algumas vezes, comprar a própria liberdade ou ascender na escala social como um trabalhador especializado, fez nascer e crescer no sertão um abundante número de pessoas ainda não classificado como raça: os mestiços e, principalmente, os mulatos”, explica a diretora e dramaturga Regina Bertola.

O ouro também possibilitou às minas um consumo de bens culturais e uma urbanização nunca antes imaginados, que influenciaram profundamente esses mulatos que se tornaram artesões, músicos e fez parir, talvez, o primeiro grande artista brasileiro: Aleijadinho. Toda essa história é contada do ponto de vista do povo e não da classe dominadora e não se desenrola atada a nenhum compromisso histórico ou didático. É puro teatro, um grande musical, lúdico e poético, que quer deixar aflorar os traços que nos determinam brasileiros e nossa ancestralidade mineradora. Como essa herança nos determina hoje é o mote desse espetáculo, por isso “o círculo” e não “o ciclo” do ouro.
 
Esse novo espetáculo do Ponto de Partida foi construído a partir de dois anos de pesquisa com a assessoria de especialistas dos diversos aspectos que ele aborda, com leituras técnicas e literárias, com várias visitas às nossas cidades históricas, com estudos da linguagem e da música. Configurando o Círculo do Ouro, obrigaram o grupo a um desafio imenso de inventar um espetáculo tendo como suporte mais de um século de História. O aspecto mais desafiador e inovador do espetáculo é que essa história é contada com as palavras de escritores mineiros contemporâneos. Então esses “mulatos de gênio” falam Guimarães Rosa, Adélia Prado e Drummond.
 
Enfim, mais uma vez o Ponto de Partida toma posse de sua herança ancestral para, com ousadia, medo, beleza, prazer, trabalho, construir o novo e, modestamente atrevidos como bons mineiros, demarcar seu tempo histórico.

 
 
FICHA TÉCNICA
Direção e dramaturgia: Regina Bertola
Assistente de Direção: João Melo
Texto: Ponto de Partida, com linguagem pesquisada do universo de Guimarães Rosa, Carlos Drummond de Andrade e Adélia Prado.
Direção musical e arranjos: Gilvan de Oliveira e Pablo Bertola
Músicos: Felipe Moreira, Leandro Aguiar, Pablo Bertola
Pesquisa musical e trilha sonora: Pablo Bertola e Ponto de Partida
Musicas originais: Pablo Bertola, Lido Loschi e Gilvan de Oliveira
Preparação vocal: Babaya
Preparação corporal: Paulo Trajano
Assessoria coreográfica – lundu, batuque e congada: Kátia Cupertino
Coreografia: João Melo
Iluminação: Jorginho de Carvalho e Rony Rodrigues
Iluminador: Rony Rodrigues
Cenário: Ponto de Partida, Alexandre Rousset, Tereza Bruzzi
Assistentes de cenário: João Melo, Lido Loschi e Lourdes Araújo
Figurino: Alexandre Rousset e Tereza Bruzzi
Assistente de figurino: Beth Carvalho
Pesquisa histórica: Ponto de Partida
Assessoria técnica: Tião Rocha – historiador, antropólogo e folclorista
Consultoria: Geraldo Barroso – médico dermatologista, pesquisador da doença e da vida de Aleijadinho
- Terezinha Maria Scher – professora, doutora em literatura com especialização em literatura do séc XVIII.
- Caio Boschi – Historiador e pesquisador, especializado em História Colonial Mineira.
Criação Gráfica: Felipe Salema
Produção Gráfica: Júlia Medeiros
Fotos: Érica Elke, Felipe Saleme, Tião Rocha
Produção: Fátima Jorge, Júlia Medeiros e Pablo Bertola
Realização: Ponto de Partida

Elenco:

Ana Alice de Souza: Eulália e Olinta
Carolina Damasceno: Eufrásia e Madalena
Daniela Costa: Doralva, escrava Zefa
Érica Elke: Fulô
Felipe Saleme: Jirico, primo Auguste, “rato”, escravo
João Melo: Cônego Vieira, feitor, “rato”, Juju
Júlia Medeiros: Narcisa e Dorvalina
Leandro Aguiar: Zuza, escravo
Lido Loschi: Querubino, “rato”, escravo
Lourdes Araújo: Dona Rainha
Pablo Bertola: Zeca, Rei, escravo
Renato Neves: Anacleto
Ronaldo Pereira: Quinca, Capiroto e escravo
Soraia Moraes: Joaninha e Marieta
 
 
Serviço:
Estréia do espetáculo “O Círculo do Ouro” – Grupo Ponto de Partida
24 e 25 de julho, 20h, no Teatro do Colégio Estadual , Barbacena, MG
15 e 16 de agosto, 20h, Teatro Sesiminas, Belo Horizonte, MG
 
Mais informações: (32) 32 3331 5803 / 3331 8211
www.grupopontodepartida.com.br